
"O diário inscreve-se, geralmente, no gênero narrativo e constitui-se como o registo de vivências, pensamentos, eventos e emoções cotidianos de um narrador que se exprime na 1ª pessoa (daí o predomínio da função emotiva) e que assume o seu diário como seu confidente, uma espécie de “amigo secreto”.
A datação surge como forma de organizar a narração intercalada e fragmentária dos fatos imposta pelo ritmo cotidiano, apesar de ser possível uma leitura descontínua e desordenada do diário, sem prejudicar a sua compreensão.
De fato, o diário é íntimo, privado e secreto, no entanto, com a sua publicação, afigura-se igualmente como partilha a partir do momento em que se comunica com os outros, perdendo, assim, o seu estatuto de privado. Aliás, para os mais radicais a sua publicação é mesmo uma contradição."
Lu, mas que bom ter pensamentos compartilhados aqui. Ainda mais quando existe distância, esse é mais um jeito de unir pessoas, construir coisas boas! :)
ResponderExcluirSuper beijo.